"quero liberdade
não quero caridade
que o vento nos carregue
pra paz do nosso reggae"
E foi com esse reggae que eu viajei, me lembrando dos nossos beijos, dos seus pequenos olhos olhando pros meus, do seu sorriso bobo, daquele seu cabelo bagunçado e aquelas tatuagens coloridas, tapando teus bonitos ombros. Aquele teu abraço, que me confortava, me sentindo segura e estranhamente, fazia-me sentir a pessoa mais amada do mundo, sendo que você não havia pronunciado uma única palavra.
Talvez haja uma pequena ilusão nisso tudo, porque em tempos passados, relacionamento pra mim era sinônimo de pose, poder e narcisismo.
E aí você chega de mansinho, diz que sentia falta dos meus longos beijos, me carrega contigo e me chama de meu anjo. Esse seu jeito calmo e despreocupado, que automaticamente me faz ficar calma e despreocupada. Eu queria de volta a minha paz. E você trouxe ela, como um doce sonho.
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