8 de março de 2010

Deixe-me odiá-lo.

As vezes eu me pergunto: se a gente tivesse dado certo, eu teria enjoado de você assim como enjoei dos outros que me permiti conhecer? Penso e repenso, tiro lá do fundo da memória lembraças de nós. E ainda assim não consegui ver alguma coisa que com o tempo, enjoaria em você. Me martirizo todos os dias questionando: como deixei você escapar? Como eu poderia enjoar de você? Como poderia enjoar ouvir você tocando no violão a música certa, no momento certo, com aquela sua voz que a cada palavra, me derretia por completo. Como poderia enjoar daquele seu sorriso lindo, daquela barba por fazer. Como poderia enjoar dos nossos papos cabeça na madrugada, regados de cervejas e cigarros. Como poderia enjoar das frases não terminadas, da sua seriedade, da sua ansiedade e do seu coração bobo? Já faz tanto tempo, mas ainda me dói ver você por aí sozinho, enquanto eu destruo mais um coração.

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