24 de abril de 2010

Plural e singular.


Vamos sair pra tomar um café nesta tarde cinzenta. Choveu intensamente o dia todo e agora parece que parou, mas na verdade ainda há insignificantes pingos que passam despercebidos na imensidão.

Depois a gente podia voltar e se encostar na janela de vidro. Botar alguma coisa pra tocar e fumar um cigarro. Eu não sei o que eu quero ouvir, bota qualquer coisa aí, pode ser um Beatles pra mim olhar pro céu e viajar, ou talvez um Floyd pra mim começar a te beijar.

Mas se quiser, não bota nada. Deixa o silêncio nos consumir. Eu quero olhar pro teu olho e entender tudo. Eu quero ouvir você falar alguma coisa que me faça rir. Eu quero que você me olhe e entenda tudo isso. Tudo pode ser um pouco mais tranquilo, tudo pode ser na velocidade do destino. Lembra quando a gente falava em não se matar trabalhando e ser mais feliz? Cuidar do próprio nariz, fazer o que sempre se quis, e nada mais...

Tenho pensado em tudo o que você falou e acho que em algumas coisas você tem razão. Eu sei que às vezes sou um pouco incoerente, mas fazer o que se sigo meu coração e não a minha mente.

Eu entendo que às vezes as coisas pesam demais. Mas não dá pra desistir agora, não diga adeus jamais.

Você continua insistindo na pluralidade e eu ainda querendo o singular. Mas na verdade eu não sei mais de nada, só quero um café.