29 de abril de 2010

A luz do dia vem do sol, a luz da noite da tua boca.


Na fumaça dos cigarros me conte toda sua vida, mostre toda a ferida e todo tipo de esperança. Nessa chuva fina, a solidão é nossa sina. Penso em tudo que fiz, pode parecer absurdo. Agora já passou, tudo bem. Da próxima vez eu me cuido. Mas depois de tudo isso nunca mais acreditei em palavras bobas de amor. Mesmo assim não me atire no mar da solidão, não me esqueça por tão pouco e nem diga adeus por engano. Porque em um segundo minha solidão pode me surpreender, sorrindo pra mim.


Nunca diga que se arrependeu das coisas que já fez na vida e com tudo que já foi seu, seja grato por pelo menos um dia. Me diga o que você tem que eu te direi quem você é, me diga o que você quer que eu te direi quem você será. A chuva forte já passou, agora será mais tranquilo. De repente você sente que mudou e vê que o mundo é imperfeito. Mas nem consigo notar que o meu mundo imperfeito só existe porque eu acreditei.


E é dormindo que vejo você. Então toda noite durmo apressada pra te encontrar nos meus sonhos. Eu quero que a minha alma se encha. Para que eu possa te ver em mim, e para que eu possa me ver em ti.

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